terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

RELATO DE UM PAI:
Vinte dias se passaram, mas parece que foi ontem. Um turbilhão de sentimentos. Uma sensação de bem estar ao lembrar que você foi amparada pelo Pai Eterno. Sensação esta, que não foi só sentida, foi vista. Uma luz dourada que passou perante meus olhos por mais de dez vezes seguida pela última vez de uma luz branca fechando o ciclo de luzes. Como se não bastasse me aparece no dia seguinte a Nossa Senhora. A escurinha que eu nem sabia que era escura. Abri e fechei meus olhos por cinco vezes e ela estava ali todas as vezes até que desapareceu. Tudo isso me provou
que Deus tem um segundo plano para nós. O que levou a minha filha não sei, mas quem a acolheu eu tenho certeza que foi nosso PAI TODO PODEROSO. Mesmo com toda esta certeza posso lhe confessar que a dor que sinto no peito pela saudade... a falta de tudo... sim é tão grande quanto a certeza do que vi e senti no momento em que acredito eu foi a sua passagem para o CÉU. Que você encha o céu de alegria como sempre fez aqui na terra por todos nós! Até breve! Se Deus quiser...

Vinte e cinco dias se passaram e ainda parece que foi ontem. Mas, o que mais me deixou perplexo foi o meu encontro com Deus. Como diz a música do Padre “Não sei se fui eu quem subi ou se o céu desceu”.. Só sei que eu estava ali pertinho de Deus e da minha filha Laís. A luz dourada que revestia minha filha era tão forte e ao mesmo tempo tão suave. A luz branca era tão branca e de uma infinidade, pois tudo que os meus olhos conseguiam ver era essa luz que tomava conta de tudo... Agora imagina o seu olhar na mais profunda escuridão... Como essa escuridão pode se mexer? Como que este branco poderia se mexer? E ele se mexia. O que eu não consigo entender é como ele se mexia se Ele não tinha começo, meio e fim. Ele não tinha nada, apenas era um branco. Mas... mexia.
Na verdade, a minha dúvida em relação à existência de Deus fez comigo o mesmo que fez com aquele apóstolo que duvidou da sua ressurreição. Ele mandou que o apóstolo tocasse em suas chagas. Continuo a repetir. Não sei se eu fui lá ou se Ele esteve aqui com a minha Laís. Só sei que eu não consigo ver minha filha morta, muito pelo contrário, todas as vezes que penso nela, a vejo diante de Deus e o meu coração se enche de alegria.
Agora como explicar pra mim mesmo um pai que acabou de perder uma filha que ele ama tanto estar feliz??? Como fazer as pessoas entenderem que em vez de me darem os pêsames deveriam me dar os parabéns? Pois minha filha alcançou a PLENITUDE DA VIDA ETERNA e eu a vi perante nosso PAI ETERNO.
Felizes aqueles que acreditam na PALAVRA DO SENHOR. Amém.

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